Durante o Evo France, a CEO da Bandai Namco Entertainment, Nao Udagawa, conversou com a imprensa e ofereceu uma rara visão sobre a estratégia global da empresa. Com mais de três décadas dentro do grupo em áreas que vão desde mobile até colecionáveis, a executiva destacou que, apesar da complexidade da Bandai Namco, o foco continua sendo simples: entregar exatamente aquilo que os jogadores procuram.
Nao Udagawa celebrou o desempenho extraordinário de Elden Ring, que ultrapassou 30 milhões de cópias desde 2022. A expansão Shadow of the Erdtree já vendeu mais de 10 milhões, enquanto o spin-off multiplayer Nightreign alcançou 5 milhões neste ano. Para ela, o sucesso não se resume aos números, mas à construção de um universo capaz de manter o público engajado, fruto da parceria de longa data entre Bandai Namco e FromSoftware, que segue firme mesmo com o estúdio colaborando com gigantes como Sony, Activision e Nintendo.
A executiva reforça que o relacionamento, iniciado ainda no lançamento europeu de Demon’s Souls, se mantém graças à filosofia compartilhada de sempre tentar superar as expectativas dos fãs. Enquanto a FromSoftware aprofunda o desenvolvimento, a Bandai Namco responde com marketing global agressivo, criando uma sinergia que, segundo ela, beneficia diretamente o público.
No entanto, Nao Udagawa reconhece que as maiores vitórias recentes envolvem propriedades intelectuais de parceiros externos. Por isso, a empresa vem trabalhando para reforçar seus próprios universos, com projetos internos que vão desde produções AAA até títulos de menor escala. A executiva cita as chamadas “IPs lendárias”, franquias clássicas que continuam despertando interesse de parceiros e que podem retornar em novos formatos, seja remakes, remasters, colaborações ou produtos licenciados.
A Bandai Namco vê suas marcas como plataformas multimídia integradas, capazes de gerar jogos, animações, brinquedos, filmes e eventos. O exemplo citado por Nao Udagawa foi Pac-Man, que comemorou 45 anos e continua crescendo no setor de licenciamento. Para ela, cada IP deve ser pensada como um ecossistema completo, e não como um produto isolado.
Com uma presença que vai de Tekken a Gundam, passando por aventuras indie e colaborações com a Nintendo, a empresa administra um portfólio diverso que permite rápida adaptação às oscilações do mercado.
Ainda assim, Nao Udagawa mantém o discurso de que, independentemente das mudanças da indústria, a prioridade permanece a mesma: “Entregar aquilo que os fãs realmente querem ver.”
Fonte: Thegamebusiness
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