A Nintendo deverá reduzir a produção do Switch 2 neste trimestre devido a uma procura abaixo do esperado nos Estados Unidos, de acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg. A empresa teria revisto o plano de fabricar 6 milhões de unidades no período para cerca de 4 milhões, e essa cadência mais baixa deve continuar em abril.
Enquanto o Switch 2 continua extremamente popular no Japão, o único mercado com escassez séria de estoque, o cenário é diferente nos EUA. Após um lançamento recorde, as vendas desaceleraram no Natal e ficaram cerca de 35% abaixo do que o Switch original vendeu no seu primeiro fim de ano em 2017.
As fontes da Bloomberg afirmam que, mesmo com o forte desempenho de Pokémon Pokopia, a Nintendo ainda não decidiu aumentar a produção. A empresa quer ver se esse e outros jogos mantêm vendas consistentes o suficiente para justificar um novo aumento de fabrico.
Para Amir Anvarzadeh, estrategista da Asymmetric Advisors, a situação é preocupante: a queda de hardware no primeiro ano, justamente na grande temporada de festas, é “uma péssima notícia”, e o analista critica o que considera uma linha de software fraca, com Pokémon surgindo como um dos poucos pontos de otimismo recente.
As fontes também indicam que a decisão de desacelerar a produção está ligada principalmente à procura mais fraca, e não ao aumento dos custos de RAM e armazenamento. No mês passado, o presidente Shuntaro Furukawa comentou que a Nintendo está em conversas com fornecedores para garantir um suprimento estável de componentes e que não planeja aumentar o preço do Switch 2 por causa da memória “por enquanto”.
Mesmo com o recuo recente, o Switch 2 mantém um ritmo impressionante:
- Vendas natalinas superiores ao Switch original no Japão (1,77M vs 2,43M)
- Um pouco abaixo nos EUA (2,82M vs 2,3M) e no resto do mundo (2,64M vs 2,27M)
- 17,37 milhões de unidades vendidas nos primeiros 7 meses, o que o mantém como o lançamento de console mais rápido da história da Nintendo.
A empresa esperava chegar a 19 milhões de unidades vendidas até o fim do ano fiscal, em 1º de abril, e tudo indica que essa meta ainda deverá ser superada.
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