A Take-Two Interactive, gigante por trás da Rockstar Games e de títulos como Grand Theft Auto VI, está passando por mudanças drásticas em sua estrutura interna. Recentemente, foi revelado que a empresa demitiu seu Chefe de Inteligência Artificial, Luke Dicken, em meio a uma reorganização profunda no departamento de IA.
"Verdadeiramente decepcionante"
A notícia veio a público através do próprio Dicken, que compartilhou sua saída em uma postagem no LinkedIn. Segundo o executivo, não apenas ele, mas também parte de sua equipe foi desligada da companhia.
"É realmente decepcionante ter que compartilhar com vocês que meu tempo na T2 — e o da minha equipe — chegou ao fim", escreveu Dicken. "Vou tirar uma semana ou duas para refletir sobre meu tempo na Zynga e na T2, mas, por enquanto, agradeço qualquer ajuda para encontrar novas posições para esses talentos incríveis."
O que isso significa para a Take-Two?
Embora o número exato de funcionários afetados não tenha sido confirmado, a movimentação sinaliza uma possível redução no ritmo de desenvolvimento interno de tecnologias de IA.
Essa decisão gera curiosidade, especialmente considerando declarações recentes do CEO da Take-Two, Strauss Zelnick. Recentemente, Zelnick afirmou publicamente que a inteligência artificial jamais seria capaz de criar um jogo como GTA 6, defendendo que o "toque humano" é insubstituível na criação de grandes sucessos. Por outro lado, em relatórios financeiros passados, a empresa dizia estar "abraçando ativamente a IA generativa" com centenas de projetos piloto.
Histórico de cortes
Esta não é a primeira vez que a Take-Two reduz seu quadro de funcionários em busca de "eficiência financeira". Em 2024, a empresa já havia demitido cerca de 5% de sua força de trabalho e cancelado diversos projetos em desenvolvimento.
A reestruturação atual ocorre em um momento crucial, restando pouco tempo para o lançamento de Grand Theft Auto VI, o jogo mais aguardado da década. Resta saber como essa mudança na estratégia de tecnologia afetará os futuros projetos da casa, ou se a empresa decidiu que, no momento, o foco deve voltar totalmente para o desenvolvimento tradicional e humano.
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