Build A Rocket Boy demite 170 funcionários em meio a acusações de sabotagem

 





A Build A Rocket Boy , estúdio fundado pelo ex-produtor da Rockstar Games, Leslie Benzies, está enfrentando mais uma tempestade. Segundo novos relatos, a empresa demitiu cerca de 170 funcionários na última semana, restando apenas um "esqueleto" de aproximadamente 80 colaboradores para manter as operações.

As demissões ocorrem em um momento bizarro: logo após o lançamento de uma atualização para MindsEye, que inclui uma missão parodiando os supostos "ataques de sabotagem" que a liderança do estúdio afirma ter sofrido.

O Colapso de um Ambicioso Projeto

MindsEye foi lançado em junho de 2025 rodeado de expectativas, mas acabou se tornando um dos maiores fracassos críticos e comerciais da história recente, com notas baixíssimas no Metacritic (39 no PC e 28 no PS5). Desde então, o estúdio entrou em uma espiral de problemas:

  • Terceira onda de cortes: Esta é a terceira rodada de demissões em menos de um ano. No seu auge em 2024, a BARB contava com 800 funcionários; hoje, restam apenas 10% desse total.

  • Fim da parceria com a IO Interactive: Em março deste ano, a publicadora de Hitman encerrou seu contrato com o estúdio, deixando a BARB responsável por autopublicar o jogo em meio à crise.

Sabotagem ou Má Gestão?

O co-CEO da empresa, Mark Gerhard, tem sido vocal ao culpar "espionagem organizada e sabotagem corporativa" pelo fracasso de MindsEye. Ele alega que uma campanha de difamação milionária foi orquestrada para destruir a reputação do jogo.

Essa narrativa foi levada para dentro do game com a missão "Blacklisted", uma espécie de "DLC de resposta" onde o jogador investiga sabotadores. Ironicamente, poucos dias após o lançamento desse conteúdo focado em resistência interna, a grande maioria da equipe restante foi dispensada.

Processos Judiciais e Espionagem de Funcionários

A situação fica ainda mais sombria com os processos movidos pelo sindicato de trabalhadores (IWGB). Funcionários alegam que a gestão instalou o software de vigilância Teramind em seus dispositivos de trabalho sem consentimento. O programa seria capaz de registrar teclas digitadas, capturar telas e até gravar áudio dos microfones, o que gerou acusações de violação de privacidade e dignidade humana.

Até o momento, a Build A Rocket Boy não se pronunciou oficialmente sobre os novos cortes, mas diversos ex-funcionários das áreas de QA, áudio e design de níveis já confirmaram suas saídas através do LinkedIn.


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